Adolescente fica ferida ao tentar tirar pipa de rede de alta tensão em Goiás: riscos e prevenção
Adolescente fica ferida ao tentar tirar pipa de rede de alta tensão em Goiás. O acidente, ocorrido em Aparecida de Goiânia, resultou em queimaduras graves. Entenda os riscos elétricos e as medidas de segurança.
Adolescente fica ferida ao tentar tirar pipa de rede de alta tensão em Goiás
Adolescente fica ferida ao tentar tirar pipa de rede de alta tensão em Goiás. O caso ocorreu em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital, no início de junho de 2026. A vítima, de 16 anos, sofreu queimaduras de 2º e 3º graus ao usar uma haste metálica para tentar soltar a pipa dos cabos elétricos. O acidente acende o alerta sobre os riscos de brincadeiras próximas a redes de alta tensão.
Adolescente fica ferida ao tentar tirar pipa de rede de alta tensão em Goiás. A descarga elétrica foi instantânea. A adolescente foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências de Goiânia (Hugo). Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, ela permanece internada em estado grave, mas estável. O caso é investigado pela Polícia Civil, que ouvirá testemunhas para apurar as circunstâncias.
Como o acidente com pipa e rede elétrica acontece
A tentativa de retirar a pipa com um objeto condutor, no caso, uma haste de metal, criou um caminho para a corrente elétrica. A alta tensão, que pode chegar a 138 mil volts nas linhas de distribuição, saltou do cabo para o objeto e depois para o corpo da adolescente. O resultado: queimaduras profundas, que podem comprometer músculos e ossos.
Segundo a Enel Distribuição Goiás, concessionária responsável pela rede no estado, acidentes com pipas nas redes elétricas são recorrentes. Em 2025, a empresa registrou 32 ocorrências do tipo em Goiás, com 4 mortes. O número é semelhante à média dos últimos três anos, que gira em torno de 30 a 35 acidentes anuais. A maior parte dos casos envolve crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos.
Queimaduras elétricas: o que a ciência explica
Queimaduras elétricas diferem das térmicas comuns. Elas queimam de dentro para fora, pois a corrente percorre os tecidos internos, gerando calor. A lesão pode não ser visível na superfície, mas causa danos extensos a vasos sanguíneos, nervos e músculos. O tratamento é complexo e exige cirurgias reparadoras, além de internação prolongada.
No caso da adolescente em Goiás, as queimaduras de 2º e 3º graus atingiram o braço direito, o tórax e o rosto. A corrente elétrica entrou pelo braço, que segurava a haste, e saiu pelos pés, que estavam em contato com o solo. Esse trajeto, chamado de arco elétrico, é o que causa as lesões mais graves.
O que diz a legislação sobre pipas perto de rede elétrica
A legislação brasileira proíbe o uso de pipas próximas a redes de alta tensão. A Lei nº 9.472/1997, que regula o setor elétrico, estabelece que é proibido "lançar cabos ou fios sobre as redes de distribuição de energia elétrica" (art. 73). A infração pode gerar multa e, em caso de acidente, responsabilização criminal por lesão corporal ou homicídio culposo.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também publica normas técnicas que definem a distância segura: no mínimo 3 metros de qualquer cabo elétrico. A recomendação é que pipas sejam empinadas em campos abertos, longe de ruas com fiação aérea. A concessionária Enel realiza campanhas anuais em escolas, mas o alcance ainda é limitado.
Como prevenir acidentes com pipa e rede elétrica
A prevenção é simples, mas exige informação. Veja as recomendações da Enel e do Corpo de Bombeiros de Goiás:
- Nunca use objetos metálicos, como arames, hastes de antena ou cabos de vassoura, para tentar soltar pipas presas em fios.
- Não solte pipa perto de redes elétricas, subestações ou postes de alta tensão.
- Se a pipa enroscar, abandone-a. Nunca tente subir em postes ou usar escadas próximas a fios.
- Use apenas linhas de algodão ou de cerol, o cerol, apesar de proibido, ainda é usado e também oferece risco de choque se encostar em cabos.
- Em caso de pipa presa em fio, ligue para a concessionária (Enel: 0800 062 0196) e informe o local. Eles enviam equipe técnica para remoção segura.
A Enel Goiás informou que, após o acidente, reforçou a sinalização na região e intensificou as visitas a escolas da área. A concessionária também oferece palestras gratuitas para comunidades e grupos de jovens.
O impacto emocional e social do acidente
O acidente com a adolescente mobilizou a cidade de Aparecida de Goiânia. Vizinhos e familiares fizeram uma corrente de oração. A escola onde ela estuda, uma estadual do bairro, organizou uma campanha de doação de sangue, já que a vítima precisou de transfusões. O caso também gerou debates nas redes sociais sobre a falta de lazer seguro para jovens na periferia.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2020 e 2025, o Brasil registrou 1.247 internações por queimaduras elétricas em crianças e adolescentes de 10 a 19 anos. Goiás responde por 8% desse total, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. A maioria dos acidentes ocorre entre outubro e janeiro, período de férias escolares e ventos fortes.
Perguntas Frequentes
O que fazer se a pipa enroscar na rede elétrica?
Nunca tente retirar. Abandone a pipa e ligue para a concessionária de energia. Eles enviam equipe para remoção segura.
Qual a distância segura para soltar pipa?
A Aneel recomenda pelo menos 3 metros de distância de qualquer cabo elétrico. O ideal é soltar pipa em campos abertos, longe de fiação.
Queimaduras elétricas são mais perigosas que queimaduras comuns?
Sim. Elas queimam de dentro para fora, causando danos internos extensos. O tratamento é mais complexo e exige cirurgias.
O cerol oferece risco de choque elétrico?
Sim. O cerol é condutor, pois contém pó de vidro e metal. Se encostar em um fio, pode conduzir corrente e causar choque.
Como denunciar uso de cerol?
A denúncia pode ser feita à polícia (190) ou à concessionária. O uso de cerol é proibido por lei em todo o Brasil.
A adolescente de Goiás vai se recuperar?
Ela permanece internada em estado grave, mas estável. O hospital informou que não há previsão de alta. A recuperação depende da extensão das lesões e da resposta ao tratamento.
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