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MP recomenda melhorias para regularizar UPA de Santarém

ResumoMinistério Público do Pará expediu recomendação à Prefeitura de Santarém para regularizar a UPA 24 Horas, após vistorias identificarem irregularidades em obra de R$ 988,5 mil. A medida estabelece prazos de 5 a 90 dias para correções estruturais e administrativas. A ação visa garantir conformidade legal e funcionamento adequado do serviço de urgência municipal.

O Ministério Público do Pará expediu recomendação para a Prefeitura de Santarém regularizar a UPA 24 Horas após vistorias apontarem irregularidades em obra de R$ 988,5 mil. Prazos vão de 5 a 90 dias.

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 07 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
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MP recomenda melhorias para regularizar atendimento na UPA de Santarém

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) expediu, no dia 31 de julho, uma recomendação para que a Prefeitura de Santarém regularize os serviços e a estrutura da UPA 24 Horas. A medida veio após vistorias técnicas constatarem irregularidades em uma obra de reforma na unidade, localizada na Avenida Curuá-Una. A intervenção, avaliada em R$ 988,5 mil, começou em novembro de 2024 e deveria ter sido concluída em março de 2025.

Quem depende da UPA para atendimento de urgência sabe o peso de uma obra que não termina. O atraso não é só um problema de cronograma. Ele se traduz em salas apertadas, equipamentos divididos e espera maior para quem precisa de socorro.

O que diz a recomendação do MP

A recomendação foi emitida pela 8ª Promotoria de Justiça do MPPA. O documento estabelece prazos que variam de cinco a 90 dias para a prefeitura apresentar diagnósticos e correções definitivas. As exigências incluem a garantia de insumos e profissionais suficientes para a demanda.

Em até cinco dias após o recebimento, o município deve confirmar se acata a recomendação e apresentar um plano emergencial. O descumprimento injustificado pode resultar em medidas judiciais e extrajudiciais.

O que as vistorias encontraram

Relatórios do Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (GATI) apontaram execução lenta, desorganização e riscos aos usuários. As inconformidades elétricas e sanitárias foram o principal motivo para a intervenção do MP.

Em abril de 2026, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que a obra levaria mais 90 dias para ser finalizada. Ou seja, o prazo já foi esticado uma vez, e mesmo assim as irregularidades persistiram.

Como isso afeta o atendimento na UPA

O impacto direto é na qualidade do serviço. Com a reforma incompleta, a unidade opera com limitações estruturais que afetam desde o acolhimento até a realização de procedimentos. A falta de insumos e de profissionais suficientes, citada na recomendação, é um risco adicional para quem busca atendimento.

Para o morador, a consequência prática é a incerteza: não se sabe se o plantão terá equipe completa, se os leitos estarão disponíveis ou se a estrutura elétrica suportará a demanda.

Prazos e próximos passos

A prefeitura tem um caminho claro para regularizar a situação, mas o relógio corre. Os prazos definidos pelo MP variam conforme a complexidade de cada exigência:

  • 5 dias: confirmar aceite da recomendação e apresentar plano emergencial
  • Até 90 dias: apresentar diagnósticos e correções definitivas
  • Prazos intermediários: adequações elétricas e sanitárias

Se o município não responder ou não cumprir, a promotoria pode adotar medidas judiciais e extrajudiciais. Isso significa que o caso pode virar ação civil pública ou termo de ajustamento de conduta, por exemplo.

O que a prefeitura precisa entregar

A recomendação é objetiva: regularizar os serviços e a estrutura da UPA. Na prática, isso envolve:

  • Garantir insumos suficientes para a demanda
  • Assegurar profissionais em número adequado
  • Corrigir as inconformidades elétricas e sanitárias
  • Apresentar cronograma realista para conclusão da obra

O plano emergencial, que deve sair em cinco dias, é a primeira prova de que a gestão municipal está disposta a resolver o problema.

Histórico da obra na UPA de Santarém

A reforma começou em novembro de 2024, com previsão de entrega em março de 2025. O valor empenhado é de R$ 988,5 mil. Em abril de 2026, a Semsa comunicou que seriam necessários mais 90 dias. O MP, então, decidiu intervir com a recomendação.

O caso ilustra um padrão que se repete em obras públicas: o prazo é dado no edital, mas a execução escorrega. Quem paga a conta é o usuário do serviço.

Perguntas Frequentes

O que o MP recomendou para a UPA de Santarém?

O MPPA recomendou que a Prefeitura de Santarém regularize os serviços e a estrutura da UPA 24 Horas, com prazos de 5 a 90 dias para apresentar diagnósticos e correções.

Quanto custou a obra da UPA de Santarém?

A obra de reforma foi avaliada em R$ 988,5 mil, com início em novembro de 2024 e previsão inicial de conclusão em março de 2025.

Qual o prazo para a prefeitura responder ao MP?

A prefeitura tem até cinco dias após o recebimento da recomendação para confirmar se acata e apresentar um plano emergencial.

O que acontece se a prefeitura não cumprir a recomendação?

O descumprimento injustificado pode resultar em medidas judiciais e extrajudiciais por parte do Ministério Público.

Quais irregularidades foram encontradas na UPA?

Relatórios do GATI apontaram execução lenta, desorganização, riscos aos usuários e inconformidades elétricas e sanitárias na unidade.

Agora o acompanhamento é do morador: o plano emergencial deve sair em cinco dias, e as correções definitivas têm até 90 dias. O prazo prometido em edital já foi descumprido uma vez. A recomendação do MP é a nova régua para medir se a obra, desta vez, será concluída.

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