Filha de aluguel: acompanhante de idosos em Itu (SP)
Moradora de Itu (SP), Lucimara Camargo, 54 anos, criou o serviço de 'filha de aluguel' para acompanhar idosos em tarefas diárias. Aposentada, ela virou renda complementar e atende famílias da região.
Uma moradora de Itu (SP) transformou a empatia com idosos em trabalho. Lucimara Camargo, 54 anos, se define como uma espécie de "filha de aluguel": ela acompanha e transporta idosos em compromissos do dia a dia. Aposentada no ano passado, ela encontrou no serviço uma fonte de renda complementar.
O g1 conversou com a acompanhante, que explicou como a atividade funciona. "Não sou uma cuidadora, sou acompanhante mesmo. Faço transporte para médicos, exames, consultas, fisioterapia, shoppings, mercado, bancos e outros lugares. Levo o(a) idoso(a) para onde precisar", diz Lucimara.
O serviço atende uma demanda concreta: muitas famílias não têm tempo ou condições de levar parentes mais velhos a compromissos. A própria Lucimara atende Antonia de Campos, que contrata o serviço há dez anos, também em Itu (SP). A relação de confiança construída ao longo de uma década mostra o peso do vínculo humano nesse tipo de trabalho.
A aposentadoria não encerrou a rotina de Lucimara; ela a reorganizou. Quem já acompanhou um idoso a uma consulta sabe que a tarefa vai além do transporte: envolve espera, atenção a horários, paciência com filas e cuidado com a mobilidade. O serviço de "filha de aluguel" cobre exatamente essa lacuna.
O caso de Itu reflete um movimento mais amplo: o envelhecimento da população brasileira e a busca por soluções práticas para o cuidado com os mais velhos. Não se trata de substituir a família, mas de somar apoio em tarefas que exigem disponibilidade e dedicação.
Para Lucimara, o trabalho é feito "com amor, carinho e dedicação", como ela mesma define. A fidelidade de clientes como Antonia, que a contrata há dez anos, é o melhor atestado da qualidade do serviço. como contratar acompanhante para idosos
O serviço de acompanhante para idosos não é regulamentado como o de cuidador, mas atende a uma necessidade real de muitas famílias. A experiência de Lucimara mostra que a empatia pode virar ofício, e que a confiança é o principal ativo desse tipo de relação. direitos dos idosos no Brasil