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Julgamento de Buzzi por assédio começa em sessão restrita

ResumoO ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi enfrenta julgamento de processo administrativo disciplinar por acusações de assédio sexual feitas por duas mulheres. A sessão, iniciada por volta das 9h15, ocorre em caráter sigiloso e restrito. O procedimento apura a conduta do magistrado, cuja decisão final permanece sob análise do órgão competente.

O julgamento do processo administrativo disciplinar contra o ministro do STJ Marco Buzzi, acusado de assédio sexual por duas mulheres, começou por volta das 9h15. A sessão é sigilosa e restrita.

Raíssa Vasconcelos
Raíssa Vasconcelos Repórter de Cultura e Eventos Regionais · 06 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
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O relógio marcava pouco mais de 9h15 quando o plenário do Superior Tribunal de Justiça se fechou para o julgamento que decide o futuro de um de seus ministros. Marco Buzzi, acusado de assédio sexual por duas mulheres, acompanha presencialmente a sessão, ao lado de seus advogados. Mas o cenário ali dentro é de sigilo absoluto.

Sessão restrita e sem auxiliares

O processo e a sessão de julgamento são sigilosos. Conforme apurou a CNN, foi montado um esquema restrito de acesso ao plenário. Até mesmo assessores dos ministros e chefes de gabinete foram retirados do local. Buzzi entrou no STJ por um caminho sem registro de imagens, longe dos olhos das câmeras.

Pela manhã, a leitura do relatório da comissão de sindicância que investigou o caso abre os trabalhos. Na sequência, vêm as sustentações orais do Ministério Público e das defesas das vítimas e do ministro. A maior parte da votação e o eventual resultado devem ficar para a tarde.

O que está em jogo

O STJ é composto por 33 ministros, mas 28 devem votar pela absolvição ou condenação. O resultado é definido por maioria absoluta. Embora interlocutores ouvidos pela CNN considerem a hipótese improvável, há a possibilidade de pedido de vista, o que suspenderia o julgamento por prazo indeterminado.

Buzzi está afastado das funções desde fevereiro. O PAD, Processo Administrativo Disciplinar, foi instaurado em abril, após uma sindicância interna aberta para apurar as denúncias.

As duas acusações

A primeira envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro. Segundo a denúncia, o episódio ocorreu em janeiro, durante um banho de mar na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC).

A segunda foi apresentada por uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi. Ela afirma ter sofrido toques sem consentimento e comentários de teor sexual entre 2023 e 2025.

O desfecho que o tribunal aguarda

A tarde promete ser decisiva. Se não houver pedido de vista, os 28 ministros votam e o resultado sai ainda hoje. O tribunal, que já viveu dias de tensão, agora observa um de seus membros no banco dos réus. A história desse julgamento, marcado pelo silêncio e pela discrição, ainda está sendo escrita. entenda o processo administrativo disciplinar no STJ

Perguntas Frequentes

O que é o PAD? É o Processo Administrativo Disciplinar, instaurado em abril, após sindicância interna para apurar denúncias contra o ministro.

Quem são as vítimas? Duas mulheres: uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família, e uma ex-funcionária terceirizada do gabinete.

O que pode acontecer agora? O STJ pode absolver ou condenar Buzzi. Há ainda a possibilidade de pedido de vista, que suspenderia o julgamento.

Desde quando Buzzi está afastado? Desde fevereiro, quando o afastamento foi determinado.

O julgamento é público? Não. A sessão é sigilosa e restrita, sem assessores e chefes de gabinete no plenário.

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