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Equilíbrio fiscal é "palavrão" para Lula, diz Caiado

ResumoRonaldo Caiado, governador de Goiás, afirmou em evento da ABDIB que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trata o equilíbrio fiscal como "palavrão". Caiado defendeu contenção de gastos públicos e redução da taxa de juros. A dívida pública brasileira alcançou 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados citados no contexto.

Em evento da ABDIB, Caiado afirmou que Lula trata equilíbrio fiscal como "palavrão" e defendeu contenção de gastos e queda dos juros. Dívida pública está em 78,7% do PIB.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 25 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Equilíbrio fiscal é "palavrão" para Lula, diz Caiado

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, nesta terça-feira (25), que equilíbrio fiscal é "palavrão" para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu durante evento da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), quando o ex-governador falava sobre o "endividamento cada vez maior" da população.

"Todos vocês sabem que o Lula tem o equilíbrio fiscal como palavrão", disse Caiado, que também defendeu a contenção de gastos da União e a diminuição da taxa de juros. Na avaliação do candidato, juros altos dificultam investimentos externos no país.

Nas contas do governo federal, a dívida pública do Brasil terminou o último ano em 78,7% do PIB (Produto Interno Bruto) e seguirá subindo nos próximos anos. Mesmo os superávits primários previstos não serão capazes de estabilizá-la, já que os juros altos aumentam o custo de rolagem das obrigações.

Coordenador do programa de governo de Caiado, Roberto Brant afirmou em entrevista à CNN Brasil que o plano do ex-governador prevê estabilizar a dívida pública entre dois e três anos. Além de barrar a criação de novas despesas, a ideia é atacar incentivos tributários.

Segundo Brant, um choque na política fiscal pode garantir um resultado primário mais robusto e, ao mesmo tempo, atuar sobre os juros. A avaliação é de que o juro real alto no Brasil tem como um de seus principais motivos a incerteza sobre a política fiscal e a capacidade do país de arcar com sua dívida no futuro.

"Nós vamos procurar outras áreas. Vamos estudar com lupa as isenções tributárias. Algumas delas são consensos sociais e não adianta querer mexer, mas há espaço para se mexer em parte. E não vamos criar despesas, não vamos dar garantias para operações de crédito. E não vai ter isso de um arcabouço fiscal que você cumpre apenas formalmente porque coloca uma série de despesas fora do alcance dele", disse à CNN Brasil em junho.

Em outras ocasiões, Caiado também afirmou que pretende priorizar o controle dos gastos públicos, reformas estruturais e a redução das taxas de juros caso seja eleito em outubro.

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