Eclipse lunar entra na fase parcial; veja como observar
O eclipse lunar entrou na fase parcial às 23h34 desta quinta (27), com pico previsto para 1h13 de sexta (28), quando 96,2% da Lua será encoberta pela umbra. Fenômeno pode ser visto a olho nu em todo o Brasil, se o tempo permitir.
O eclipse lunar entrou na fase parcial às 23h34 desta quinta-feira (27), no horário de Brasília. O ponto máximo está previsto para 1h13 de sexta (28), quando 96,2% do disco lunar será encoberto pela umbra, a região mais escura da sombra da Terra. O fenômeno pode ser observado a olho nu, sem equipamento especial, em todas as regiões do país, desde que as nuvens não atrapalhem.
O eclipse começou às 22h24, com a fase penumbral, quando a Lua passa pela parte mais clara da sombra da Terra e perde apenas um pouco do brilho. Essa etapa é difícil de perceber sem ajuda de instrumentos. A diferença fica evidente a partir das 23h34, quando parte da Lua entra na umbra. O pico ocorre à 1h13, e a fase parcial termina às 2h52. Tecnicamente, o eclipse chega ao fim às 4h02, após cerca de 5h38 de duração.
Quem espera ver a Lua totalmente avermelhada, como na chamada "Lua de Sangue", vai se decepcionar. Como o eclipse é parcial, uma pequena faixa do disco lunar permanecerá iluminada. O tom avermelhado, quando ocorre, vem da luz do Sol que atravessa a atmosfera terrestre: a luz azul se espalha mais, enquanto tons vermelhos e alaranjados conseguem iluminar a superfície lunar. É o mesmo processo que explica as cores do nascer e do pôr do Sol.
O mapa da Nasa, a agência espacial norte-americana, mostra que o eclipse será visível para a maioria dos países das Américas, incluindo Argentina, Chile, Peru, México, Estados Unidos e Canadá. Na Europa, áreas de Portugal, Espanha, França, Irlanda e Reino Unido estão na faixa. Partes de Marrocos, Argélia e Nigéria, na África, também acompanham o fenômeno. As áreas em cinza no mapa indicam onde não será possível ver.
No Brasil, o principal obstáculo será o tempo. Nuvens podem impedir ou dificultar a observação. Binóculos ou telescópios melhoram a visualização dos detalhes da superfície lunar, mas não são necessários. Ao contrário do eclipse solar, o lunar não oferece risco à visão.
O g1 acompanha o eclipse ao vivo, com imagens e comentários do Observatório Nacional (ON). A cobertura segue até o fim do fenômeno, na madrugada de sexta. como fotografar eclipse lunar com celular o que é um eclipse lunar total