Peixe-demônio sem olhos pode estar entre os mais raros do mundo
Uma nova espécie de peixe sem olhos, o peixe-demônio das cavernas, foi descoberta na Caverna Bobcat, no Alabama. Cientistas acreditam que ela pode estar entre as mais raras do mundo, o que acende alerta sobre a conservação de ecossistemas subterrâneos.
Peixe-demônio sem olhos pode estar entre os mais raros do mundo
Eu acompanho a ciência como quem acompanha a escalação do time da cidade: com expectativa e desconfiança. Quando li sobre o peixe-demônio sem olhos, confesso que parei. Uma espécie desconhecida, descoberta em uma caverna sob uma base militar, pode estar entre as mais raras do mundo.
O peixe-demônio das cavernas, ou Demogorgonichthys arcanus, foi encontrado na Caverna Bobcat, perto de Huntsville, no Alabama. O Dr. Matthew Niemiller, professor associado de ciências biológicas da Universidade do Alabama em Huntsville, liderou a exploração no ano passado e se deparou com o que não esperava.
O que torna esse peixe tão raro?
A espécie não possui olhos, não tem pigmentação e apresenta uma corcunda, raios espinhosos e focinho diferente de outros peixes de caverna. Sob a pele translúcida, dá para ver o cérebro. Essa transparência, segundo o Dr. Jonathan Armbruster, curador de peixes do Museu de História Natural da Universidade de Auburn, é comum em peixes menores de águas abertas, que se camuflam na água cristalina.
A equipe realizou tomografias computadorizadas, testes genéticos e outras análises. Os esqueletos eram diferentes de tudo que já tinha sido identificado na caverna. Com base nesses resultados, o peixe foi descrito como um gênero e espécie novos.
Quantos existem? Ninguém sabe ao certo
Niemiller contou 27 peixes-demônio na última visita à caverna, mas acredita que esse número não representa a população total. A bacia de recarga, que influencia a quantidade e a qualidade da água subterrânea, é "muito pequena", o que indica que a espécie pode estar criticamente ameaçada. Ainda assim, como já existem medidas de proteção da qualidade da água perto da caverna, Armbruster diz que é "bastante improvável" que os peixes entrem em extinção.
Por que isso importa para você?
Organismos cavernícolas funcionam como "canários em uma mina de carvão". Se as populações diminuírem, a água subterrânea pode estar contaminada. Armbruster resume: "Precisamos entender como é o nosso planeta para garantir nossa sobrevivência no futuro".
A descoberta sugere que outras espécies podem existir em áreas intensamente estudadas, refugiadas em terrenos de acesso restrito, como instalações militares. A Caverna Bobcat fica sob o Arsenal Redstone do Exército dos EUA.
O nome vem de "Stranger Things"
Armbruster, fã de longa data da série, sugeriu o nome em homenagem ao monstro Demogorgon. A espécie foi descrita em estudo publicado em 6 de julho na revista Scientific Reports. descobertas científicas recentes
A Dra. Suzanne McGaugh, da Universidade de Minnesota, descreveu a descoberta como "extremamente rara". É raro, de fato, que duas espécies de peixes-das-cavernas vivam na mesma caverna, vindas de ancestrais diferentes.
Perguntas Frequentes
O peixe-demônio é perigoso?
Não. Ele é um organismo cavernícola pequeno, sem olhos, que provavelmente come tudo o que couber em sua boca. Não há indicação de risco para humanos.
Onde o peixe-demônio foi encontrado?
Na Caverna Bobcat, sob o Arsenal Redstone do Exército dos EUA, perto de Huntsville, Alabama.
O peixe-demônio está ameaçado de extinção?
A população é presumivelmente muito pequena e a bacia de recarga é limitada, o que sugere risco crítico. Mas medidas de proteção da água já existem na região.
Por que o nome Demogorgonichthys arcanus?
O nome deriva do monstro Demogorgon da série "Stranger Things", sugerido pelo Dr. Armbruster, fã da série. espécies recém-descobertas
Como os cientistas confirmaram que é uma espécie nova?
Por meio de tomografias, testes genéticos e análises que revelaram esqueletos diferentes de outros peixes da caverna.
O que essa descoberta significa para a ciência?
Ela mostra que ainda há espécies desconhecidas, mesmo em áreas estudadas, e reforça a importância de preservar ecossistemas subterrâneos para a nossa própria sobrevivência. conservação de cavernas