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Um atentado contra a educação financeira

O impacto das apostas na educação financeira é alarmante. Segundo Bruno Duailibe, a falta de regulação e a exploração do vício afetam especialmente as camadas mais vulneráveis da sociedade.

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 24 de julho de 2026 · 2 min de leitura
Um atentado contra a educação financeira

Um atentado contra a educação financeira

Bruno Duailibe, sócio do escritório Kleber Moreira Advogados, destaca que a falta de regulação nas apostas online configura um 'atentado contra a educação financeira', especialmente entre as camadas mais vulneráveis. A crescente exploração do vício em apostas é alarmante e demanda uma resposta efetiva das autoridades.

Alegando que as cláusulas contratuais das plataformas de apostas frequentemente beneficiam influenciadores, Duailibe questiona: existem limites para a perversidade? A exploração do vício se torna evidente à medida que aqueles que divulgam apostas lucram com as perdas de seus seguidores.

Historicamente, os jogos de azar passaram por um ciclo de proibição e liberação no Brasil. De acordo com Duailibe, a Lei 8.672/1993 permitiu a operação de bingos, mas a corrupção levou a uma nova proibição. Agora, com o ressurgimento das apostas online, surgem velhos dilemas sociais que carecem de soluções.

Embora a proibição total das apostas online possa parecer uma solução, Duailibe alerta que isso poderia empurrar jogadores compulsivos para plataformas clandestinas. Um aumento de impostos também pode resultar em uma fuga de apostadores para o mercado irregular, como evidenciado por propostas no Reino Unido.

As complexidades sociais em torno das apostas exigem uma abordagem multifacetada, incluindo a educação financeira. Muitas famílias estão deixando de pagar despesas básicas devido ao vício em apostas, o que torna urgente a necessidade de políticas públicas que abordem a questão.

A proposta legislativa de proibição das bets, protocolada pelo Deputado Federal Rodolfo Nogueira, é um passo, mas a defesa da livre iniciativa pode dificultar a tramitação. Duailibe sugere um regime jurídico semelhante ao adotado para cigarro e bebidas alcoólicas, buscando um equilíbrio nas regulamentações.

A recente exigência de mensagens de advertência nas plataformas é vista como uma medida positiva, mas a luta contra o vício continua. As camadas mais vulneráveis da sociedade são as mais afetadas, mas o vício não discrimina, atingindo todos os estratos sociais.

Bruno Duailibe conclui que a solução ideal para o problema das apostas online ainda precisa ser desenvolvida, mas os primeiros passos foram dados. A responsabilidade recai sobre as autoridades competentes para garantir a proteção dos cidadãos e a saúde financeira da sociedade.

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