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Trocar carro a combustão por elétrico: estudo revela impacto

ResumoO estudo publicado na revista Science avaliou a troca de carros a combustão por elétricos nos Estados Unidos. A substituição reduz emissões de gases de efeito estufa na maioria dos cenários analisados, desde que o veículo elétrico seja usado por tempo suficiente para compensar as emissões da fabricação da bateria. A conclusão depende da matriz elétrica local e da quilometragem percorrida.

Estudo publicado na revista Science avaliou se substituir um carro a combustão que ainda funciona por um elétrico reduz emissões de gases de efeito estufa. A resposta foi favorável à troca na maioria dos cenários analisados nos Estados Unidos, mas com condições específicas.

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 12 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
Trocar carro a combustão por elétrico: estudo revela impacto

Trocar um carro a combustão ainda novo por um elétrico é melhor para o clima? Estudo avaliou impacto

Substituir um carro a combustão que ainda funciona por um elétrico pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao longo dos anos, mesmo quando o veículo substituído é relativamente novo. A conclusão é de um estudo publicado na revista Science, que analisou diferentes cenários nos Estados Unidos.

A pesquisa buscou responder a uma questão específica: do ponto de vista das emissões de carbono, é melhor usar um carro a gasolina até o fim de sua vida útil ou antecipar sua retirada? A resposta encontrada pelos pesquisadores Elliott Campbell, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e Roland Geyer, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, foi favorável à troca em grande parte das situações analisadas.

Nem toda troca é vantajosa: as condições do estudo

Isso não significa, porém, que substituir qualquer carro por um elétrico seja sempre a opção mais sustentável ou vantajosa. O trabalho se concentra nas emissões de gases de efeito estufa e parte de condições específicas, entre elas a de que o veículo a combustão seja retirado definitivamente de circulação.

A conta não incluiu apenas as emissões produzidas durante o uso dos veículos. Os cientistas também consideraram etapas como fabricação do automóvel e da bateria, obtenção de matérias-primas, produção de combustível e geração da eletricidade usada para recarregar o modelo elétrico.

Por que a troca pode compensar mesmo com a fabricação do elétrico

Um dos principais pontos do estudo está justamente aí: produzir um carro elétrico novo também gera emissões e, em alguns casos, essa etapa pode ter um impacto maior do que a fabricação de um modelo a combustão.

Segundo os autores, porém, essa diferença inicial pode ser compensada posteriormente porque, nos cenários analisados, os elétricos emitem menos durante o uso. É essa compensação ao longo do tempo que sustenta a conclusão favorável à troca na maioria dos casos.

O que considerar antes de trocar seu carro

A decisão de antecipar a troca depende de fatores que vão além das emissões. O estudo não analisa custo financeiro, infraestrutura de recarga ou disponibilidade de energia limpa, por exemplo. Quem avalia a substituição precisa pesar também esses elementos, que variam de região para região e de perfil de uso para perfil de uso.

Em cenários onde o carro a combustão seria descartado e não reaproveitado, a troca tende a ser mais favorável. Já em situações onde o veículo antigo continua circulando, o ganho climático pode ser menor ou até inexistente.

Perguntas Frequentes

Trocar um carro a combustão por um elétrico sempre reduz emissões?

Não. Segundo o estudo, a troca é favorável em grande parte dos cenários analisados, mas depende de condições específicas, como a retirada definitiva do veículo a combustão de circulação.

O que o estudo considerou na comparação?

Além das emissões durante o uso, os cientistas incluíram fabricação do automóvel e da bateria, obtenção de matérias-primas, produção de combustível e geração da eletricidade usada na recarga.

Quem conduziu o estudo?

Os pesquisadores Elliott Campbell, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e Roland Geyer, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, publicaram o trabalho na revista Science.

A fabricação de um elétrico emite mais que a de um a combustão?

Em alguns casos, sim. A produção de um elétrico pode ter impacto maior, mas essa diferença pode ser compensada por emissões menores durante o uso, segundo os autores.

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