Trocar carro a combustão por elétrico: estudo revela impacto
Estudo publicado na revista Science avaliou se substituir um carro a combustão que ainda funciona por um elétrico reduz emissões de gases de efeito estufa. A resposta foi favorável à troca na maioria dos cenários analisados nos Estados Unidos, mas com condições específicas.
Trocar um carro a combustão ainda novo por um elétrico é melhor para o clima? Estudo avaliou impacto
Substituir um carro a combustão que ainda funciona por um elétrico pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa ao longo dos anos, mesmo quando o veículo substituído é relativamente novo. A conclusão é de um estudo publicado na revista Science, que analisou diferentes cenários nos Estados Unidos.
A pesquisa buscou responder a uma questão específica: do ponto de vista das emissões de carbono, é melhor usar um carro a gasolina até o fim de sua vida útil ou antecipar sua retirada? A resposta encontrada pelos pesquisadores Elliott Campbell, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e Roland Geyer, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, foi favorável à troca em grande parte das situações analisadas.
Nem toda troca é vantajosa: as condições do estudo
Isso não significa, porém, que substituir qualquer carro por um elétrico seja sempre a opção mais sustentável ou vantajosa. O trabalho se concentra nas emissões de gases de efeito estufa e parte de condições específicas, entre elas a de que o veículo a combustão seja retirado definitivamente de circulação.
A conta não incluiu apenas as emissões produzidas durante o uso dos veículos. Os cientistas também consideraram etapas como fabricação do automóvel e da bateria, obtenção de matérias-primas, produção de combustível e geração da eletricidade usada para recarregar o modelo elétrico.
Por que a troca pode compensar mesmo com a fabricação do elétrico
Um dos principais pontos do estudo está justamente aí: produzir um carro elétrico novo também gera emissões e, em alguns casos, essa etapa pode ter um impacto maior do que a fabricação de um modelo a combustão.
Segundo os autores, porém, essa diferença inicial pode ser compensada posteriormente porque, nos cenários analisados, os elétricos emitem menos durante o uso. É essa compensação ao longo do tempo que sustenta a conclusão favorável à troca na maioria dos casos.
O que considerar antes de trocar seu carro
A decisão de antecipar a troca depende de fatores que vão além das emissões. O estudo não analisa custo financeiro, infraestrutura de recarga ou disponibilidade de energia limpa, por exemplo. Quem avalia a substituição precisa pesar também esses elementos, que variam de região para região e de perfil de uso para perfil de uso.
Em cenários onde o carro a combustão seria descartado e não reaproveitado, a troca tende a ser mais favorável. Já em situações onde o veículo antigo continua circulando, o ganho climático pode ser menor ou até inexistente.
Perguntas Frequentes
Trocar um carro a combustão por um elétrico sempre reduz emissões?
Não. Segundo o estudo, a troca é favorável em grande parte dos cenários analisados, mas depende de condições específicas, como a retirada definitiva do veículo a combustão de circulação.
O que o estudo considerou na comparação?
Além das emissões durante o uso, os cientistas incluíram fabricação do automóvel e da bateria, obtenção de matérias-primas, produção de combustível e geração da eletricidade usada na recarga.
Quem conduziu o estudo?
Os pesquisadores Elliott Campbell, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e Roland Geyer, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, publicaram o trabalho na revista Science.
A fabricação de um elétrico emite mais que a de um a combustão?
Em alguns casos, sim. A produção de um elétrico pode ter impacto maior, mas essa diferença pode ser compensada por emissões menores durante o uso, segundo os autores.