Rodoviários do Rio têm audiência de conciliação na Justiça do Trabalho
Rodoviários do Rio de Janeiro participam de audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). O encontro busca acordo sobre reajuste salarial, vale-refeição e condições de trabalho, após meses de negociação e assembleias da categoria.
Rodoviários do Rio de Janeiro participam de audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). O encontro busca acordo sobre reajuste salarial, vale-refeição e condições de trabalho, após meses de negociação e assembleias da categoria.
A audiência de conciliação entre rodoviários e empresas de ônibus do Rio de Janeiro ocorre no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). O objetivo é mediar acordo sobre reajuste salarial, vale-refeição e plano de saúde, evitando nova greve. A sessão é presidida por desembargador designado pela presidência do tribunal.
O que está em jogo na audiência de conciliação
A pauta da audiência inclui três pontos centrais. O primeiro é o reajuste salarial: os rodoviários pedem reposição da inflação mais ganho real, enquanto as empresas oferecem percentual abaixo do IPCA acumulado. O segundo é o vale-refeição, cujo valor atual é considerado defasado pela categoria. O terceiro é o plano de saúde, com reclamações sobre cobertura e reajustes anuais.
Segundo apuração de bastidor, a expectativa é que o desembargador apresente uma proposta de conciliação que contemple ganho real de 1% a 2% sobre a inflação e aumento escalonado do vale-refeição em duas parcelas. As empresas, por sua vez, sinalizam que podem aceitar reajuste salarial de até 4% acima da inflação, desde que vinculado a contrapartidas em produtividade.
Cronologia das negociações
As negociações entre o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro e o sindicato patronal (Rio Ônibus) começaram em abril de 2026. Foram realizadas quatro reuniões formais na Superintendência Regional do Trabalho, sem avanço. Em maio, a categoria realizou assembleia que aprovou estado de greve, com paralisação de 24 horas em 15 de maio.
O movimento levou o TRT-1 a convocar a audiência de conciliação, marcada para esta semana. O tribunal designou o desembargador José Carlos de Oliveira como mediador, com experiência em conflitos coletivos de transporte.
O papel do TRT-1 na mediação
O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região atua como instância de conciliação pré-processual. A audiência não tem poder de impor acordo, mas o desembargador pode sugerir cláusulas e prazos. Caso não haja acordo, o dissídio coletivo pode ser ajuizado, levando a decisão ao tribunal.
Segundo o TRT-1, a audiência segue rito próprio: abertura com exposição das partes, proposta de conciliação do mediador, negociação em separado e, se houver acordo, homologação imediata. O tribunal informa que 60% das audiências de conciliação em conflitos coletivos resultam em acordo, segundo dados de 2025.
Próximos passos
Se houver acordo, a categoria deve referendar em assembleia nos próximos 15 dias. Se não houver, o sindicato pode deflagrar greve por tempo indeterminado, com aviso prévio de 72 horas. As empresas, por sua vez, podem ingressar com pedido de dissídio coletivo no TRT-1.
O clima entre os rodoviários é de expectativa, mas com ceticismo. Fontes do sindicato afirmam que a categoria não aceitará proposta que não reponha integralmente a inflação. Já as empresas sinalizam que não podem comprometer a folha além do limite financeiro.
Perguntas Frequentes
O que é uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho?
É uma reunião mediada por um desembargador do TRT para tentar acordo entre trabalhadores e empregadores, antes de uma ação judicial.
Quem participa da audiência?
Participam representantes do Sindicato dos Rodoviários, do sindicato patronal (Rio Ônibus) e um desembargador do TRT-1.
O que acontece se não houver acordo?
O sindicato pode deflagrar greve ou ajuizar dissídio coletivo, que será julgado pelo TRT-1.
Quando sai o resultado da audiência?
O resultado é divulgado no mesmo dia, após a sessão. Se houver acordo, os detalhes são publicados no site do TRT-1.
A greve dos rodoviários pode ser declarada ilegal?
Sim, se o tribunal entender que não foram cumpridos os requisitos legais, como aviso prévio e manutenção de serviços essenciais.