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Polícia prende sequestradores de corretores no litoral de SP

ResumoA Operação Colibri, da Polícia Civil de São Paulo, prendeu três homens suspeitos de sequestrar corretores de imóveis na Baixada Santista. As investigações identificaram o grupo por meio de monitoramento de celulares e análise de imagens de câmeras de segurança. Os presos responderão por sequestro, cárcere privado e extorsão, com penas que podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

Três homens foram presos na Operação Colibri, da Polícia Civil, suspeitos de sequestrar corretores de imóveis na Baixada Santista. Saiba como a investigação identificou o grupo.

Nayara Couto
Nayara Couto Editora de Comportamento e Saúde · 28 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Polícia prende sequestradores de corretores no litoral de SP

Três homens, de 22, 23 e 27 anos, foram presos durante a Operação Colibri, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um grupo suspeito de envolvimento em sequestros de corretores de imóveis na Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Segundo a corporação, o trio participou de pelo menos dois crimes registrados em agosto. A operação foi realizada pela Delegacia de Homicídios de Santos nesta quinta-feira (27).

Os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança e identificaram que o mesmo veículo havia sido usado nos dois sequestros. Um dos crimes ocorreu no dia 7, em São Vicente, quando um corretor foi levado para Guarujá e permaneceu mais de 17 horas sob poder dos criminosos. O segundo sequestro aconteceu na segunda-feira (24), no bairro Marapé, em Santos.

Segundo o delegado Thiago Bonametti, responsável pela investigação, a polícia já havia identificado o cativeiro utilizado no primeiro crime. Por isso, o grupo precisou improvisar outro local após sequestrar a segunda vítima. "O primeiro sequestro a gente já tinha identificado o cativeiro que estavam utilizando. Então, quando eles fizeram essa segunda vítima, perceberam que não tinham local para levá-la mais", explicou Bonametti, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo.

De acordo com o delegado, os suspeitos entraram em conflito entre si durante o segundo sequestro e acabaram libertando a vítima pouco tempo depois. A polícia conseguiu ouvir o corretor e reunir novas informações sobre os envolvidos. Os dados foram cruzados com outros elementos da investigação e contribuíram para a identificação dos suspeitos.

Como a Operação Colibri chegou aos suspeitos

Com base no material reunido, a Polícia Civil deflagrou a Operação Colibri. O nome faz referência ao pássaro usado como símbolo por profissionais do mercado imobiliário. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. O principal alvo, de 27 anos, foi encontrado dormindo. Segundo a investigação, ele teria sido o integrante mais violento do grupo durante os sequestros.

"Dava coronhadas, ameaçava, aterrorizou essas duas vítimas. Foi o nosso principal alvo. Já era procurado por outras delegacias, estava em endereço não cadastrado. Foi um trabalho bem interessante e relevante de investigação para identificar onde ele estava", afirmou Bonametti. Os outros dois homens, de 22 e 23 anos, também foram presos e levados ao Palácio da Polícia, em Santos. O material apreendido será encaminhado à perícia e, segundo a corporação, poderá contribuir para o esclarecimento dos crimes.

Bonametti afirmou que a investigação já reuniu elementos para apontar a atuação de cada suspeito. "As peças do quebra-cabeça já foram muito bem encaixadas. A gente já sabe quem foi o motorista, quem mais bateu na vítima, quem foi responsável pelo recebimento dos valores", disse. O material reunido será apresentado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) e à Justiça.

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