CapaCidade
Cidade

Operação da Polícia Civil mira esquema de R$ 500 mil do tráfico no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou operação contra esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 500 mil. A ação, que cumpriu mandados em várias regiões, expõe a estrutura financeira do crime organizado no estado.

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 30 de junho de 2026 · 4 min de leitura
Lucas Lima agradece Sandy em Dia dos Pais; veja

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta semana, uma operação contra um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 500 mil. A ação, batizada de Operação Escudo, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos nas zonas norte e oeste da capital e na Baixada Fluminense. As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), apontam que o grupo usava laranjas e empresas de fachada para ocultar o lucro do tráfico.

A operação mira um esquema que, segundo a Polícia Civil, teria movimentado R$ 500 mil em um período de 12 meses. Os recursos eram obtidos com a venda de drogas em comunidades sob domínio de facção criminosa, e depois lavados por meio de contas de terceiros e negócios fictícios. Foram presos preventivamente quatro suspeitos, entre eles um gerente do tráfico e dois laranjas responsáveis por movimentar as contas bancárias.

Como a operação foi planejada

A investigação começou há seis meses, com interceptações telefônicas e análise de dados bancários. A Polícia Civil identificou um padrão de depósitos fracionados, sempre abaixo de R$ 5 mil, para evitar alertas do sistema financeiro. Os valores eram então transferidos para contas de empresas de fachada, registradas em nomes de laranjas.

O papel das empresas de fachada

Segundo a DRE, duas empresas de fachada foram abertas em nomes de terceiros, sem atividade real. Uma delas, uma loja de roupas, nunca emitiu nota fiscal. A outra, um escritório de contabilidade, servia para emitir notas frias e justificar a origem do dinheiro. A investigação aponta que, entre janeiro e dezembro de 2025, essas empresas receberam R$ 380 mil em depósitos, valor que era sacado em espécie e entregue a lideranças do tráfico.

Mandados cumpridos e prisões

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva. As ações ocorreram em bairros como Madureira, Jacarepaguá, Duque de Caxias e São João de Meriti. A polícia apreendeu documentos, celulares, R$ 50 mil em espécie e dois veículos de luxo, que serão avaliados para verificar se foram comprados com dinheiro do tráfico.

O perfil dos presos

O principal alvo é um homem de 34 anos, apontado como gerente financeiro do tráfico na comunidade do Chapadão, em Costa Barros. Ele já tinha passagem por tráfico em 2020. Os outros três presos são laranjas, com idades entre 22 e 45 anos, sem antecedentes criminais. Eles recebiam entre R$ 1.500 e R$ 3.000 por mês para emprestar nomes e contas.

Impacto na segurança pública

A operação representa um avanço no combate à lavagem de dinheiro do tráfico no estado. Segundo especialistas, desarticular a estrutura financeira das facções é tão importante quanto prender traficantes. A Polícia Civil afirma que o esquema descoberto alimentava a compra de armas e munições para a facção, além de financiar a logística de distribuição de drogas.

O que diz a Secretaria de Segurança

A Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, em nota, afirmou que a operação é parte de uma estratégia contínua de combate ao crime organizado. A pasta destacou que, desde 2023, já foram abertas 45 investigações similares, com 120 prisões e R$ 8 milhões em bens apreendidos. A operação desta semana deve gerar novas frentes de apuração.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil agora analisa os materiais apreendidos para identificar outros envolvidos e novas contas bancárias. A suspeita é de que o esquema movimentava valores maiores, mas os R$ 500 mil são o montante comprovado até agora. A investigação também mira a compra de imóveis e veículos de luxo com dinheiro do tráfico.

Operação da Polícia Civil no RJ mira lavagem de dinheiro do tráfico

Perguntas Frequentes

O que motivou a operação da Polícia Civil?

A operação foi motivada por investigações da DRE que identificaram um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, com movimentação de R$ 500 mil.

Quantas pessoas foram presas?

Foram presas preventivamente quatro pessoas, incluindo um gerente do tráfico e três laranjas.

Onde os mandados foram cumpridos?

Os mandados foram cumpridos em bairros das zonas norte e oeste do Rio e na Baixada Fluminense, como Madureira, Jacarepaguá e Duque de Caxias.

Qual o valor apreendido na operação?

A polícia apreendeu R$ 50 mil em espécie, dois veículos de luxo, documentos e celulares.

Como o esquema funcionava?

O grupo usava laranjas e empresas de fachada para ocultar o lucro do tráfico, depositando valores fracionados para evitar alertas bancários.

Qual o impacto da operação na segurança?

A operação desarticula a estrutura financeira de uma facção, dificultando a compra de armas e a logística do tráfico.

// Leia também

Publicidade