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Caminhoneiro de SC preso há 20 dias em nevasca na Argentina

ResumoJairo Luan Gomes, caminhoneiro de Sombrio (SC), permanece há mais de 20 dias retido na província de Mendoza, Argentina, devido a uma nevasca histórica na Cordilheira dos Andes. O motorista aguarda no pátio da aduana junto com outros 580 caminhoneiros, sem previsão de liberação das rotas bloqueadas.

Jairo Luan Gomes, caminhoneiro de Sombrio (SC), está há mais de 20 dias parado na província de Mendoza, na Argentina, por causa de uma nevasca histórica na Cordilheira dos Andes. Ele divide a espera com outros 580 motoristas no pátio da aduana.

Otávio Mancini
Otávio Mancini Repórter de Política e Bastidores · 05 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
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Caminhoneiro de SC está há mais de 20 dias preso em nevasca histórica na Argentina: 'Abala o psicológico'

O caminhoneiro Jairo Luan Gomes, de Sombrio, no Sul de Santa Catarina, está há mais de 20 dias parado na província de Mendoza, na Argentina, por causa de uma nevasca histórica que atinge a Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile. Retido na região de Uspallata desde o dia 15 de julho, Jairo compartilha a espera com outros 580 caminhoneiros estacionados no pátio da aduana. Segundo ele, há ainda veículos enfileirados do lado de fora e em postos de combustíveis adjacentes.

O que se sabe sobre a retenção em Uspallata

A nevasca cobriu a área com até três metros de neve, segundo relatos locais, e interrompeu o tráfego na passagem de fronteira. A situação deixou centenas de motoristas sem previsão de liberação. Jairo, que saiu de Santa Catarina com destino ao Chile, não consegue avançar desde meados de julho.

A espera, que já passa de 20 dias, não tem data para acabar. As condições climáticas seguem adversas, e a prioridade das autoridades locais tem sido a segurança dos que estão retidos.

O impacto psicológico da espera prolongada

Em entrevista ao g1 SC, Jairo contou que a espera afeta também o psicológico dos motoristas. "Como estamos há muito tempo no mesmo lugar, acaba abalando muito o psicológico. Mas o que fazemos é sentar, conversar e tentar nos tranquilizar entre nós mesmos. O dia é muito longo aqui", relata.

A rotina no pátio da aduana é marcada pela incerteza. Os motoristas passam horas sem atividade, o que intensifica o cansaço mental. A solidão e a distância de casa pesam, e a saída encontrada pelo grupo é o apoio mútuo.

Como os motoristas enfrentam os dias parados

No pátio, a convivência virou estratégia de sobrevivência emocional. As conversas entre os caminhoneiros ajudam a passar o tempo e a reduzir a ansiedade. "Sentar, conversar e tentar se tranquilizar" virou rotina entre os retidos.

A estrutura no local é limitada. Além do pátio da aduana, há veículos enfileirados em postos de combustíveis próximos, o que amplia a área de espera e espalha os motoristas por diferentes pontos.

A logística da retenção na Cordilheira

A nevasca histórica atingiu a Cordilheira dos Andes, bloqueando a rota entre Argentina e Chile. Para os caminhoneiros, a passagem é vital para o transporte de cargas entre os dois países. A interrupção afeta não só quem está parado, mas toda a cadeia logística que depende dessa travessia.

Jairo é um dos 580 motoristas que aguardam no pátio da aduana. A quantidade de veículos parados mostra a dimensão do problema e a complexidade de uma liberação segura.

O que diz o caminhoneiro sobre a situação

A fala de Jairo revela o desgaste de quem vive dias repetidos sem previsão. "O dia é muito longo aqui", resume. A frase curta esconde horas de espera, frio e incerteza.

Apesar do abalo, o grupo tenta manter a calma. A conversa entre colegas virou ferramenta para evitar que o desânimo tome conta.

A espera continua: sem previsão de liberação

Até a publicação desta reportagem, não havia previsão oficial para a liberação do tráfego na região de Uspallata. A nevasca cobriu a área com até três metros de neve, o que exige trabalho de limpeza e avaliação de segurança antes de qualquer reabertura.

Para Jairo e os outros caminhoneiros, a rotina segue a mesma: acordar, esperar, conversar e torcer para que o tempo melhore. Enquanto isso, a fronteira segue fechada e a espera, que já passa de 20 dias, continua.

Perguntas Frequentes

Quem é o caminhoneiro de SC preso na Argentina?

É Jairo Luan Gomes, de Sombrio, no Sul de Santa Catarina. Ele está retido na província de Mendoza desde 15 de julho.

Onde exatamente o caminhoneiro está parado?

Ele está na região de Uspallata, na província de Mendoza, na Argentina, na Cordilheira dos Andes, perto da fronteira com o Chile.

Quantos caminhoneiros estão retidos com ele?

Segundo Jairo, há outros 580 caminhoneiros estacionados no pátio da aduana, além de veículos enfileirados do lado de fora e em postos de combustíveis.

Por que a espera afeta o psicológico dos motoristas?

Porque eles ficam muitos dias no mesmo lugar, sem previsão de liberação. Jairo relata que o dia é muito longo e que o grupo tenta se tranquilizar conversando entre si.

Há previsão para a liberação da estrada?

Não há previsão oficial divulgada. A nevasca cobriu a área com até três metros de neve, e a liberação depende das condições climáticas e do trabalho de segurança.

O que os motoristas fazem para passar o tempo?

Eles sentam, conversam e tentam se tranquilizar entre si. A convivência no pátio virou a principal forma de enfrentar a espera.

caminhoneiros retidos em nevasca na argentina como motoristas lidam com espera prolongada em fronteiras

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