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Baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja

ResumoNove baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja. O grupo, composto por cerca de 20 brasileiros, teve passaportes retidos e foi coagido a aplicar golpes online. O Itamaraty investiga o caso, sem confirmação oficial de resgate até o momento.

Nove baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja. Grupo de cerca de 20 brasileiros teve passaporte retido e foi obrigado a aplicar golpes na internet. Itamaraty apura o caso.

Pedro Henrique Salles
Pedro Henrique Salles Repórter de Trânsito e Infraestrutura · 28 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja

Nove baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja, país do sudeste asiático. O grupo de cerca de 20 brasileiros foi atraído por propostas de trabalho com salários em dólar, mas ao chegar no país teve os passaportes retidos, sofreu violências e foi obrigado a aplicar golpes na internet. As vítimas estão em Madagascar, na África Oriental.

O relato é de uma das vítimas, que não quis se identificar: "Muitos tentaram fugir, foram agredidos, éramos humilhados constantemente todos os dias". Além dos baianos, o grupo é formado por pessoas do Rio de Janeiro, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais.

O Itamaraty informou, em nota, que recebeu pedidos para apurar o caso junto às autoridades de Madagascar. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia também acompanha a situação e afirmou que as providências diplomáticas para o retorno do grupo estão sendo adotadas.

Para quem tem familiares em situação semelhante, o caminho oficial é acionar o Itamaraty ou a secretaria estadual de Justiça, que podem intermediar o contato com as autoridades locais. O caso reforça o alerta para ofertas de trabalho no exterior com salários muito acima do mercado e exigência de viagem imediata.

A promessa de emprego fácil em dólar segue sendo o principal chamariz para redes de tráfico. A conferência de empresas, contratos e vistos antes de viajar é a primeira barreira contra esse tipo de golpe. O Itamaraty segue como canal oficial para brasileiros no exterior como denunciar tráfico humano.

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