Para quem não conhece, vamos primeiro apresentar o Fórum de Líderes Empresariais. Criado em 1977, sua primeira manifestação ocorreu um ano depois, com o Documento dos Oito, assinado pelos empresários Antônio Ermírio de Moraes, Cláudio Bardella, Jorge Gerdau Johannpeter, José Mindlin, Laerte Setubal Filho, Paulo Vellinho, Paulo Villares e Severo Fagundes Neto. Por meio do Fórum de Líderes, esses executivos tiveram a ousadia de propor a abertura da política e a redemocratização do Brasil, num período em que o país vivia a história recente do “Pacote de Abril”, que culminou com o fechamento do Congresso Nacional pelo, então, presidente Geisel. Conhecendo a força desta união, vamos ao assunto principal deste artigo!
O Fórum de Líderes, reunidos em São Paulo nos dias 2 e 3 de dezembro de 2008, decidiu lançar em março de 2009 uma Central Empresarial para debater, de forma contínua e independente, os principais problemas brasileiros e propor caminhos e iniciativas ao Congresso Nacional e ao Executivo. Denominada provisoriamente de Máster Fórum, a central vai atuar regionalmente por meio de seções estaduais.
Seu papel principal, na visão do presidente do Fórum de Líderes, Ozires Silva, “é agir pró-ativamente visando mudar a cultura do país, para que a voz principal seja a da população e não dos governantes”. Outro ponto de atuação inicial definido pelos participantes é a luta pela profissionalização da gestão pública, com a redução a um mínimo de cargos de confiança nos Três Poderes e nos três níveis, que hoje superam 500 mil nomeações, feitas em geral por amizade ou coleguismo partidário e não por competência.
O grupo considera ainda prioritário garantir a educação infantil e fundamental de qualidade para todos, estabelecer um plano de longo prazo para a infra-instrutora e estimular a inovação, o desenvolvimento e o uso de tecnologia gerada no país.
Metas ousadas para um país que necessita das mesmas. Muito otimista? Sim, bastante. Talvez nem consigam realizar tudo que foi planejado (espero que tudo corra conforme o planejado!), mas…. são estes planos ousados e otimistas que o nosso Brasil precisa para que possamos ter e proporcionar um futuro de qualidade, com maior desenvolvimento e igualdade entre as classes. Mais um ponto para nós brasileiros!

