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Pacote anti-crise para um Natal mais feliz 13 dezembro 2008 at 09:00 by Mariana Rodrigues

A crise continua em alta e isso é fato. Demissões em massa, desemprego em crescimento, empresas andando na corda bamba. E agora, quem poderá nos defender? O governo está aprendendo a ser o salvador da pátria e isso é um ponto positivo a nosso favor. A última tacada de mestre do governo nacional foi a criação e adoção do pacote anti-crise deste Natal. Suas medidas irão proporcionar a nós brasileiros um Natal mais feliz (será?). Vejamos quais são as principais medidas adotadas.

Imposto de Renda

A partir de 1º de janeiro de 2009 estará em vigor, via medida provisória, a nova tabela do Imposto de Renda, com a correção prevista em lei de 4,5%. Esta correção prevê:

  • Isenção para quem ganha até R$ 1.434;
  • Alíquota de 7,5% para quem ganha de R$ 1.434 até R$ 2.150;
  • Alíquota de 15% para quem ganha de R$ 2.150 até R$ 2.866;
  • Alíquota de 22,5% para quem ganha de R$ 2.866 até R$ 3.582;
  • Alíquota de 27,5% para quem ganha mais de R$ 3.582.

IOF – Imposto sobre Operações Financeiras

Uma redução de IOF para pessoas físicas, de 3% para 1,5%, pelo período que o governo julgar necessário é mais uma dessas medidas. O custo desta medida será de R$ 2,560 bilhões. Mas o que isso significa? Com tal mudança, se pretende baratear uso do crédito, ou seja,  financiamentos e empréstimos, com o propósito de manter a economia aquecida e fazer com que as pessoas continuem comprando.

IPI – Imposto de Produtos Industrializados

O governo reduziu até 31 de março de 2009 o IPI para a indústria automotiva. As quatro principais montadoras do país se comprometeram a repassar as vantagens para o consumidor, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Além de carros mais baratos e acessíveis, o nível de emprego no setor se mantém estável. Mas vejamos quais são estes benefícios.

  • Os carros populares até 1000 cilindradas (tanto álcool quanto gasolina) agora têm taxa zero (era de 7%);
  • Os de 1000 a 2000 cilindradas, à gasolina, têm redução de 13% para 6,5% e os flex ou álcool, de 11% para 5,5%;
  • Carros acima de 2.000 cilindradas não têm alteração de alíquota.

Reservas Internacionais

Outra medida anunciada pelo governo prevê emprestar dinheiro das reservas internacionais servirão para empréstimo para empresas públicas e privadas com dívidas cujo vencimento se dará entre setembro de 2008 e dezembro de 2009. Segundo o governo, as empresas poderão pegar empréstimo para pagar tais dívidas e mais 25% para investimento. O montante exigido deverá ser de cerca de US$ 10 bilhões, segundo Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.

Este pacote anti-crise vem afugentar os rumores de recessão que ciscundam o nosso país. Não é o fim de todos os males, mas o governo começou a se comportar de forma mais incisiva frente à crise internacional e quem sai ganhando somos nós, brasileiros, que podemos comemorar as datas festivas de final de ano com a certeza de que o nosso bem estar econômico está sendo cuidado com a devida atenção merecida. Obrigado senhores governantes!

fonte: Dinheirama

+ Crise americana começa a acabar e Brasil sai praticamente ileso Por Mariana Rodrigues 13 outubro 2008 as 09:00 | Comentar!

A semana começou bem no mercado financeiro. Todas as ações que fazem parte do índice Bovespa estão em alta, principalmente as ações dos bancos, que por conta de uma série de fatores, dentre elas liberação R$100 milhões do Banco Central para os bancos no Brasil e alguns esclarecimentos das estratégias que estão sendo usadas pelo governo americano e europeu para combaterem a crise têm grandes responsabilidades por este novo senário.

Podemos observar que o que os economistas falavam desde o início da crise estava, em sua maioria, de acordo com o que vem acontecendo.

“O momento é de investir na Bolsa. (…) Não podemos comprar quando todo mundo está comprando e vender quando todo mundo está vendendo. (…) Use o “efeito manada” a seu favor. Compre quando todo mundo está vendendo e venda quando todo mundo está comprando, isto é o melhor a se fazer. (…) Se agirmos assim, conquistaríamos a confiança no mercado financeiro novamente e nos livraríamos de parte desta crise.”

“A crise é nos EUA, mas infelizmente afeta um pouco de nossa economia. É hora de fortalecermos o mercado interno por conta da alta do dolar e passarmos por esse período de turbulencias da melhor forma possível.”

“É normal uma crise deste tamanho uma vez a cada século. Faz parte do cíclo econômico.”

A economia mundial começa a reagir e a crise começa a ter seu fim, exatamente como vinha sendo anunciado. Mas este começo de final de crise veio até que antes do esperado, o que pode ser entendido como um amadurecimento e fortalecimento da economia mundial, ou de que as conduz.

O Brasil, por estar um tanto quanto mais maduro, soube enfrentar os terremotos econômicos como nunca. O governo acertou em sua estratégia e a prova disso é que o mercado financeiro não chegou a ter nenhum prejuizo irreparavel, como quebra de empresas. É claro que toda e qualquer crise mundial ainda afeta países emergentes como o Brasil, mas são poucos os que tem tamanho equilíbrio para sair desta onde por cima.

Estamos no aguardo dos próximos capítulos desta, que foi uma das maiores crises do século XXI.

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+ Ontem, economia liberal. E hoje? – Um panorama geral da crise americana Por Vinícius Mont Serrat 08 outubro 2008 as 09:00 | Comentar!

Após 4 meses desde o início da crise, nada está resolvido. A cada dia que passa surge um problema novo. Tudo começou com o problema do subprime americano que, conforme a ideologia americana[bb] de que o mercado deve se auto regular, poderia perfeitamente ser chamada da “suruba da casa própria”. Era um tal de compra de um, vende pro outro.

Depois que essa baixaria começou a acontecer, a casa caiu. Foi um tal de quebrar banco, vender banco, comprar banco que, novamente, podemos chamar de “suruba[bb] dos bancos”. Sinceramente, até nós, com nossos míseros reais, chegamos a pensar em comprar um banco – rs.

Bom, aí furdunça daqui, furdunça dali, até que o governo americano, dito liberal, resolveu interferir. Todos devem ter pensado “agora vai!”. Todos na expectativa de o Sr. Bush mostrar para o planeta quem é que manda nesta bagunça, mas ele não lembro que acampanha[bb] da sua sucessão estava batendo na sua porta. Foi então que o Congresso Americano disse “Sr. Bush, não é assim que as coisas funcionam. Espera aí que quem vai decidir esta parada somos nós!”. É… e aí que as bolsas continuaram a cair, parecia que não iria ter fim. Se cada dia tivesse mais de 24 horas não teria circuit breaker que aguentasse. Pensando melhor, o mercado nem abriria.

Passaram-se alguns dias de discussão naquele “país liberal”, e o Congresso disse “Ok! Pacote aprovado. Ta aí o dinheiro que osbancos[bb] tanto querem.”. Aí todos disseram mais uma vez “agora vai!”. Mas veio alguém e disse “Hum… precisamos acertar a divisão deste dinheiro, quem recebe o quê?” E aí, o quê aconteceu? Mais uma queda de arrepiar.

Passado o arrepio desta queda, todos pensaram “não tem como piorar… impossível!”. Foi quando a primeira ministra da Alemanha, Sra. Angela Merkel, pronunciou-se e mais uma vez tudo veio abaixo. A Europa estava sob a ameaça da crise[bb] econômica. (sempre tem um para piorar as coisas. Não que alguma coisa tivesse melhorado nesse meio tempo, mas…). Nem a gripe do frango contagiou tanta gente.

A sensação que temos é que estão todos iguais avestruzes, com a cabeça enterrada em buracos, mas dizendo que tem visão panorâmica quando, na verdade, ninguém sabe para onde ir ou o que está por vir. Parece que todos perderam a capacidade de interpretar os fatos, ou, se não perderam, só conseguem enxergar o lado ruim das coisas. Não que que esteja melhorando, mas a sensação que temos é de que ninguém tem o poder de controlar este movimento dosmercados[bb], a coisa tomou tamanha proporção e força que nada parece poder parar este trem desgovernado. É como se quiséssemos parar nosso carro e o mesmo, como num passe de mágica[bb], tomasse vida própria, definindo direção e velocidade, só parando onde ele bem entender.

O mais incrível, se pararmos para pensar, é que muitos bancos na Europa[bb] e EUA foram estatizados, garantias bancárias foram anunciadas pelos governos com cobertura total de eventuais prejuízos aos correntistas devido a falência de seus bancos, mas parece que nada aconteceu.

É… ser liberal tem seu preço! A conta pode demorar para ser apresentada, mas um dia ela vem. E quando vem, nem sempre o valor é aquele que entendemos ser o mais adequado. Como bons brasileiros que somos, ficamos preocupados com o nosso país (digo, nossa economia), pois, dizem os nossos regentes da economia (leia-se Governo Federal) que tudo está sob controle. “Estamos com as rédeas nas mãos”. O problema é se a “carteira de vacinação do animal[bb] estiver vencida”. Aí necessitaremos de mãos realmente fortes para segurarmos as rédeas e mantermos tudo no rumo certo.

Amigos, mau-vindos a época do PÂNICO[bb]!!!! Enquanto ele estiver instaurada no mundo, nada vai conter este caos. O que falarmos hoje, não vale mais amanhã. Pior, NINGUÉM SABE O DIA DE AMANHÃ!

E você, sabe o dia de amanhã? Se souber, escreva para nós, pois nós não sabemos.