O poder das mulheres nas empresas Por Mariana Rodrigues 29 junho 2009 as 06:00 | Comentar!

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Muitas empresas estão nesse momento de incerteza e de crise, vendo nas mulheres uma fonte de vantagem competitiva, considerando que a inteligência feminina pode ser fundamental no processo decisório. As empresas, muito ao contrário do que se via há tempos atrás, estão valorizando como matéria prima básica a criatividade, a inovação e a imaginação humana e, nesse cenário não há como deixar as mulheres de lado. A participação das mulheres no processo de decisão das empresas tornou-se questão de sobrevivência, pois as empresas precisam a todo momento de todos de sua equipe participando, pensando, criando e sendo pró-ativos e pra isso é necessário utilizar toda sua diversidade de talentos, independente de sexo, raça, nacionalidade ou cor.

A tendência é de crescimento da massa de consumidoras (mulheres) nos grandes centros urbanos e  diante desse fato as mulheres serão muito mais aptas a desenhar produtos e criar serviços que serão capazes de atender  e encantar às próprias mulheres. Não é questão de defender a supremacia de mulheres ou algo parecido, mas sim de defender a heterogeneidade de ideias e percepções que norteiam a mistura dos dois sexo, tendo em mente que uma empresa tem uma visão muito mais ampla e completa se tiver em sua direção homens e mulheres bem divididos no comando. Não é à toa que em todas as recentes listas das “Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil”, boa parte dos cargos gerenciais estão sendo ocupados por mulheres, que contribuem significativamente para que essas empresas estejam classificadas entre as melhores.

Agora, ao lado das mulheres estão algumas de suas características que, de certa forma, eram negativamente observadas no passado no mundo corporativo, tais como sensibilidade, impulso para acomodar situações, preocupações comunitárias, dentre outros. Além do mais, as mulheres valorizam o trabalho em equipe; são menos imediatistas; flexíveis e perseverantes; pensam com mais sensatez no longo prazo e estão mais abertas ao aprendizado. E, ao contrário do que era considerado pelas empresas no passado, tais características tipicamente femininas – como dizem por aí- estão sendo valorizadas e as empresas estão tentando desenvolvê-las também entre seus dirigentes masculinos.

É preciso incluir cada vez mais as mulheres nas avaliações de potencial e de mérito e as empresas não podem mais se darem ao luxo de excluí-las ou de diferenciá-las em qualquer aspecto dos homens. Todos sabem que as mulheres têm um grande papel a desempenhar, não só nesse momento de crise, mas em qualquer momento do ciclo de vida de uma empresa, ajudando-a a buscar sua vantagem competitiva de maneira diferenciada.

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