O Empreendedor Corporativo e os erros das empresas

 

04 de janeiro de 2010 por Mariana Rodrigues



empreendedor interno

Já sabemos que hoje em dia não basta ter um bom currículo, é preciso ir além. As empresas estão exigindo cada vez mais que seus funcionários tenham um espírito empreendedor, senso crítico e que atuem como se fossem os proprietários do negócio, ou seja, elas querem ter verdadeiros empreendedores em seu time de funcionários. No mundo corporativo esse conceito é chamado de “Empreendedorismo Corporativo” ou “Intraempreendedorismo”, que significa empreendedorismo interno. As empresas já lidam com esse conceito há um tempo mas não se notava grandes mudanças e valorização do assunto.

O Empreendedor Corporativo é aquele que traz inovações e a partir de uma ideia, dedica-se em transformá-la em realidade com sucesso. Para isso ele não precisa deixar a empresa onde trabalha, como faria o empreendedor, mas ele precisa de liberdade, incentivo e recursos necessários advindos da empresa para que possa seguir adiante com sua ideia. Neste ponto é que muitas empresas erram. O intraempreendedor ainda hoje encontra uma série de dificuldades para fazer valer a sua ideia dentro das empresas, porque muitas delas não sabem como lidar com a questão e não sabem como devem conduzir essas iniciativas e dar a autonomia que o funcionário precisa para desenvolver sua ideia.

O incentivo deve partir das lideranças formais da empresa, bem como o apoio posterior que o colaborador deve receber. As lideranças precisam libertar as pessoas para que elas possam ter ideias, soltar a criatividade e o mais importante, para que elas possam errar. A autonomia dada ao colaborador permite que ele se desenvolva, tenha ideias e que se aproxime do negócio da empresa, tendo prazer pelo que faz. E é esse prazer que se transformará em paixão, que é a razão principal de qualquer pessoa que é motivada por seu trabalho e empreendedor. O empreendedor corporativo tem que ter o apoio de seu superior que irá identificar e valorizar suas ideias, levando-as para a diretoria. Na verdade, esse superior é uma espécie do que é chamado de  ”padrinho”, que é um aliado, um auxílio estratégico que o intraempreendedor deve buscar nos momentos em que precisa.

empresa colaborativa

Além disso, muitas empresas têm medo de apostar em mudanças e ter que lidar com futuros erros. Os gestores são inseguros e muitas vezes descartam ótimas ideias. As empresas precisam desenvolver a cultura da inovação e apostar mais nas pessoas e para isso elas devem estimular a tomada de risco e a criatividade, tolerar falhas, valorizar a autonomia individual, apostar na diversidade de sua equipe e valorizar as ideias de cada um. De nada adianta as empresas buscarem empreendedores para compor seu time se não estão dispostas a quebrar normas, inovar e mudar tradicionais modelos de gestão que já não vinham dando certo há tempos. O primeiro passo é a disposição e a vontade para mudar, caso contrário, nem é preciso gastar tempo procurando funcionários empreendedores no mercado.

Algumas empresas estabelecem programas de incentivo ao empreendedorismo corporativo, estimulando seus colaboradores a propor novas ideias. A recompensa pode existir em vários níveis. Pode-se ter o reconhecimento não-financeiro como uma viagem, uma bolsa de estudos ou até mesmo uma promoção ou ainda algum reconhecimento financeiro. Neste caso pode ser gerado competição excessiva, e os funcionários podem evitar trocar as informações entre si, o que iria contra um propósito empreendedor e de trabalho em equipe. A empresa deve saber muito bem como lidar com essa situação e as recompensas não devem estimular qualquer tipo de competição, ao contrário, ela deve ser saudável e apoiar o desenvolvimento do empreendedorismo nos colaboradores.

O intraempreendedor tem visão ampla e não deseja apenas trazer lucro pra empresa, mas também se destacar profissionalmente. Só cabe a empresa dar o apoio a esses funcionários, desenvolver a cultura da inovação, investindo em novidades e não tendo receio de arriscar. Assim, ela fará com que o negócio passe por melhorias contínuas e se destaque frente a concorrência.


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Mariana Rodrigues
Mariana Rodrigues é sócia-diretora da i9 Social Media, co-fundadora do Sucesso News, graduanda em Administração pela UFJF, apaixonada por marketing, mídias sociais, empreendedorismo e sustentabilidade.
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10 Comentários para "O Empreendedor Corporativo e os erros das empresas"

  •  
    ElcioFernando disse:
    04/01/2010 às 14:48

    Olá, mto bom texto.
    Acrescento também que é necessário mudar a mentalidade de formação a partir do ensino fundamental, pois ainda não formamos pessoas para o empreendedorismo. Muitos ainda tem uma visão escravocrata do trabalho.

    Responder
    •  
      Mariana Rodrigues disse:
      04/01/2010 às 15:20

      Olá Elcio,

      Obrigada.

      Concordo plenamente com você. As empresas erram, mas também temos que ver o outro lado, o dos funcionários. Como as pessoas não são preparadas para isso, não se ensina sobre o assunto na escola, a dificuldade das empresas também é grande.

      Espero que essa realidade um dia mude e que o assunto comece a ser tratado desde o ensino fundamental para fazer a diferença lá na frente.

      Abraços.

  •  
    Eduardo Gomes Vela disse:
    08/01/2010 às 00:28

    Ótimo texto, Mariana.

    Enfatizo que a sinergia criada com essas iniciativas é algo exponencial e hoje precisamos exatamente destes colaboradores por toda a cadeia de abastecimento.

    Sucesso !

    Eduardo Gomes Vela.
    Gerente de Supply Chain.

    Responder
    •  
      Mariana Rodrigues disse:
      08/01/2010 às 10:59

      Olá Eduardo,

      Obrigada!

      Ótima colocação. Além do mais, a sinergia gerada é capaz de gerar resultados por toda a empresa e seus stakeholders.

      Sucesso!

      Abraços.

  •  
    Karen Griz disse:
    03/02/2010 às 11:05

    Olá, bom dia!

    Parabéns pelo texto.

    Realmente as empresas necessitam muito dos intra-empreendedores, afinal são eles que estão em contato com os colaboradores e assim saberá o que é o melhor para a empresa.

    Além deste conceito eu incluiria mais três: motivação, liderança e pró-atividade, afinal não adianta apenas ter uma boa idéia e não saber executá-la de uma forma eficiente.

    Atenciosamente;
    Karen Griz
    Diretora de Comunicação
    Faculdade de Vendas

    Responder
    •  
      Mariana Rodrigues disse:
      03/02/2010 às 18:03

      Olá Karen,

      Que bom que gostou do texto. Obrigada.

      Concordo plenamente com você que motivação, liderança e pró-atividade são fundamentais para uma boa idéia vingar. Ótima colocação.

      Abraços,
      Mariana Rodrigues

  •  
    Wilson Rodrigo Machado de Oliveira disse:
    05/12/2010 às 16:36

    Gostei muito do texto pois me ajudou a formular um trabalho de graduação, atualmente faço Gestão de RH e acredito que se as organizações em geral não prepararem com eficácia seus “líderes” superiores, muitos intraempreendedores deixaram de crescer e desenvolver, consequentimente as empresas continuaram com apenas colaboradores.

    Abraços,
    Wilson Rodrigo

    Responder
    •  
      Mariana Rodrigues disse:
      15/12/2010 às 15:55

      Olá Wilson,

      Fico feliz que tenha gostado do post.
      Muito bom você contribuir com sua opinião, concordo plenament.

      Abraços e sucesso!


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