
Inovação! Todo mundo quer, todo mundo busca e é o que faz as empresas, as pessoas, os países crescerem. As empresas precisam inovar para a sua sobrevivência e competitividade no mercado. Para o dicionário Michaelis o termo Inovar siginifica: “Inovar: I. Tornar novo; II. Mudar ou alterar as coisas, introduzindo-lhe novidades”. Ou seja, inovar é um novo jeito de caminhar, um novo jeito de ver a realidade. As empresas que têm um poder maior de inovação conseguem se destacar no mercado e têm em mente que esse é o caminho que precisam trilhar para seu sucesso. Nem sempre inovar significa criar algo novo. A inovação também se dá a partir de uma nova maneira de se fazer as coisas, uma melhora nos processos, nos produtos ou serviços, na percepção do cliente e na forma de atuar no mercado. É preciso inovar sempre, especialmente em tempos de crise, quando a retomada do crescimento das vendas se torna ainda mais urgente. Além disso, em tempos de crise as empresas podem identificar oportunidades únicas e botarem a mão na massa.O especialista de gestão Rowan Gibson, viaja o mundo dando palestras e consultorias sobre como uma companhia pode se tornar inovadora. Para ele não basta apenas as empresas investirem em pesquisa e desenvolvimento. A GM, por exemplo, foi uma das empresas que mais gastou com P&D nos últimos anos e acabou onde acabou. Desafiar ortodoxias é essencial para criar algo inovador. Basta olharmos para alguns exemplos, como os agricultores japoneses que passaram a plantar melancias quadradas, uma vez que as redondas são pouco práticas para serem cortadas e armazenadas e, a Apple, que desafiou o entendimento de que PCs deveriam ser feios. É preciso ainda saber identificar tendências, tirar proveito dos recursos de sua empresa de novas maneiras e antecipar as necessidades do consumidor, descobrindo o que ele deseja antes de ele querer.
Segundo Rowan, para começar a inovar é preciso tomar quatro atitudes básicas. São elas:
dar tempo e espaço a seus funcionários, apostar na diversidade, estimular as conexões entre áreas e contato entre os funcionários e fomentar insights
- Tempo e espaço – É preciso dar tempo e espaço a seus funcionários. É praticamente impossível alguem ter alguma ideia inovadora dentro de um escritório barulhentos, com interrupções e telefones tocando, por exemplo. Para Rowan, uma empresa exemplar nesse sentido é o Google, que separa um determinado período do expediente para os funcionários desenvolverem projetos próprio. Daí, surgiram resultados como o Google Earth e o Google Talk.
- Diversidade – É importante que a empresa aposte na diversidade de pensamentos. Não se traz pensamentos “frescos” quando há a presença de profissionais muito parecidos, pois estes tendem a ter as mesmas conversas, ideias e tendem a trabalharem da mesma maneira. O especialista afirma que o ideal é que entre seu time de funcionários haja jovens e profissionais vindos de outras empresas e setores.
- Conexão – A empresa tem que estimular as conexões entre áreas e contato entre os funcionários. O objetivo disso? A maioria das grandes ideias não são inteiramente novas. As ideias partem de algo que já existe. O exemplo que Rowan dá é do eBay, que juntou algo que já existia há anos, os leilões, na Internet, permitindo que milhares de pessoas fizessem seus próprios leilões.
- Insights – Como ter insights é algo mais complicado e não tão frequente, as empresas precisam fomentá-los entre seus funcionários. Além disso, precisam dar valor quando um funcionário acredita que teve um insight no trabalho e olhar mais de perto para ele, pois quem a solução para algum problema que vinha se perdurando há tempos não apareceu?
Não é fácil inovar, não é? Mas é preciso tentar e começar a colocar em prática pequenas ações que podem ter resultado em sua empresa e no futuro trazer grandes inovações. Então, good luck!

